O Futuro do Trabalho: A 4˚ Revolução Industrial

O que é esta nova revolução? É a convergência da evolução da física, das ciências biológicas e da tecnologia digital.

Segundo Klaus Schwab, autor do livro A Quarta Revolução Industrial, “a humanidade está a bordo de uma revolução tecnológica que transformará fundamentalmente a forma como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos. Em sua escala, alcance e complexidade, a transformação será diferente de qualquer coisa que o ser humano tenha experimentado antes”.

No Fórum Mundial de Davos, em janeiro de 2016, foi apresentado um estudo onde os acadêmicos falam da revolução 4.0 e seus impactos nas diversas áreas de nossa vida. Um foco foi feito no futuro do trabalho; onde até 5 milhões de empregos conhecidos hoje podem ser impactados e ser transformados. “O futuro do emprego será feito por vagas que não existem hoje, em indústrias que que usarão tecnologias novas, em condições planetárias que nenhum ser humano já experimentou”, diz David Ritter, CEO do Greenpeace Austrália/Pacífico, em uma coluna no jornal The Guardian.

Quais serão as competências necessárias, que conseguimos ver hoje, para estar integrado neste novo mundo do trabalho? Segundo o relatório divulgado neste Fórum Econômico, as três famílias de competências que responderão por mais de 70% do que será necessário para o sucesso do profissional a partir de 2020 serão:

Fonte: Word Economic Forum:  www.weforum.org

A boa notícia desta pesquisa está que mais de 50% das competências do profissional do amanhã são totalmente humanas, o que podemos classificar de Soft Skills (competências que competem a personalidade e comportamento do profissional).

Na principal competência, Resolução de Problemas Complexos, entendemos que a complexidade do ser humano em toda a sua dimensão está incluída.  A habilidade humana de “conectar” conhecimentos de forma totalmente inovadora, conectando conhecimento intelectual, emoções, e comportamentos para solucionar problemas humanos é um aspecto desta competência que os atuais algoritmos de Inteligência Artificial ainda não demonstraram sua eficácia.

É bem verdade que na resolução analítica dos problemas, através de bancos de dados (que podem acumular séculos de conhecimento), o cérebro humano já foi superado. A nós de usarmos a Revolução 4.0 como uma “ferramenta” a mais em nosso dia-a-dia e desenvolver nosso Soft Skills.

Liderança, o que é?

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Qual a diferença entre Emoções e Sentimentos?

Muitos acreditam que estas palavras são sinônimas, que sentimento e emoções são a mesma coisa; mas, não são.

Emoções são respostas bioquímicas, a uma situação, que alteram o estafo físico de nosso corpo. Elas se originam no sistema límbico de nosso cérebro, e essencialmente são físicas e “instintivas”, ou seja, rápidas e automáticas. Outra característica é que uma emoção é “passageira”, não dura muito tempo.

Sentimentos se originam em outra área de nosso cérebro; as regiões neocorticais. São resultados de associações mentais baseadas em nossas memórias, experiências anteriores, nossas crenças, nosso temperamento, e até mesmo podem ter origem em uma emoção. Sentimentos são resultados de comportamentos aprendidos, e duram através do tempo.

Sentimentos tem origem nos pensamentos que temos sobre pessoas e as situações que estamos vivendo. Estes pensamentos podem estar a nível consciente ou não.

A boa notícia sobre os sentimentos é que ao contrário das emoções que são instintivas, os sentimentos podem ser influenciados. Podemos gerenciar nossos sentimentos através de nossos pensamentos conscientes, uma ferramenta poderosa para viver de forma mais eficaz e livre e aumentar nossa inteligência emocional.

Emoções, o que são? De onde surgem?

Emoções são reações instintivas que o ser humano tem diante de uma circunstância ou situação.

Frente a uma situação, iremos imediatamente avaliá-la. Para isto nos servimos de todas nossas experiências anteriores e nossas memórias, nossos valores, nossas crenças. Como resposta iremos reagir à situação quase instantaneamente com expressões faciais, tensões musculares no nosso corpo, mudando nossa postura, alterando nosso tom de voz, e nos colocando em ação.

Estas reações são naturais e foram desenvolvidas através de toda a existência do ser humano. As emoções nascem no nosso cérebro límbico, e tem por objetivo básico reações que busquem nossa sobrevivência frente a uma situação.

Por exemplo, uma das emoções mais básicas e normais é o medo. Esta emoção altera totalmente nosso corpo: nosso coração acelera, nossa pressão sanguínea aumenta, os músculos se tonificam, etc., ou seja, estamos prontos para reagir frente a situação que nos provocou o medo: lutar ou fugir são reações básicas. Tudo isto acontece em frações de segundos, antes mesmo que consigamos ter a consciência da emoção, afinal se estivermos diante de uma situação de vida ou morte, como diante de um tigre, certamente não há tempo para pensar; frações de segundo podem ser a
diferença entre a vida e a morte.

A inteligência emocional, é a educação pessoal que necessitamos para saber gerenciar nossas emoções de forma construtiva, aproveitando sua energia para realizar nossos objetivos.

Inteligência Emocional – O que é?

Estamos cada vez mais conscientes de que o sucesso de um profissional, e por que não dizer de nossas relações, está muito mais relacionado ao que o Dr. Goleman denominou como “Inteligência Emocional” do que à educação, à experiência, ou mesmo ao clássico QI (Quociente de Inteligência), medido através de testes específicos.
Queiramos ou não, as emoções são uma parte importante e legítima do ser humano e de seus relacionamentos. Não são aspectos que precisamos esconder, ter vergonha, ou até mesmo ignorar. Mas, se elas são tão importantes e reais (vivemos esses sentimentos literalmente a cada momento de nossas vidas), por que não estudar as emoções, nos educar de forma a saber lidar com elas? Eis o grande objetivo do que chamamos de Inteligência Emocional.
Como gerenciamos nossas emoções resulta em consequências, nos leva tanto ao sucesso como ao fracasso. Não temos a opção de deixar nossas emoções em casa, elas estão conosco onde estivermos, junto com nossos pensamentos.

É importante compreender a origem etimológica (história ou origem) da palavra emoção. Originária do latim, “ex + movére”, significa “mover para fora”, ou, ainda, segundo Lee Gardenswartz*, “é a energia por detrás do comportamento”. Ou seja, emoção é energia, é o que nos move.

Uma vez que entendemos este conceito, podemos entender ainda melhor a importância da Inteligência Emocional. Gerenciar nossas emoções é gerenciar nossas energias. O pensamento inverso é inquietante, pois significaria que não gerenciar as emoções seria estar em um estado de energia sem controle; algo que podemos concluir como sendo uma opção no mínimo perigosa.

O objetivo maior da Inteligência emocional é gerenciar nossas emoções (energias) para que estejam coerentes e em apoio a nossos objetivos. Afinal de contas, não ter emoções não parece uma opção para o homo sapiens.

Referências Bibliográficas:

GOLEMAN, Daniel. Inteligência emocional – a teoria revolucionária que redefine o que é ser inteligente, Editora Objetiva, 1995

GARDENSWART, Lee. Inteligência emocional na gestão de resultados, Editora Clio, 2012.

Treinamento Coaching

Zig Ziglar

Consultoria curitiba

O que é coaching? O que eu ganho fazendo coaching?

Estas são as primeiras perguntas que vêm à mente de quem ouve falar e se interessa pelo coaching. Há muitas versões diferentes para a origem da palavra coach. A mais aceita é a de que “coach” era o condutor das antigas carruagens que transportavam pessoas de um endereço a outro nas antigas cidades medievais da Europa.

Essa versão histórica do termo coach traz, em si, uma primeira indicação do que é o processo de coaching: conduzir uma pessoa de um lugar a outro. No caso, o coach é aquele profissional que ajuda a conduzir uma pessoa de um estado atual de vida (profissional, no caso) para um novo estado desejado para o futuro. Esta imagem da carruagem também é bastante significativa no tocante ao fato de que o coachee (aquele que o coach atende, o seu cliente) somente entra na carruagem de forma voluntária.

A International Coaching Federation (ICF), principal organização que define padrões e certifica profissionais de coaching mundialmente, define o processo como:

“Uma parceria com o cliente em um instigante e criativo processo que o inspira a maximizar o seu potencial pessoal e profissional, que é particularmente importante no ambiente incerto e complexo de hoje”.

Outra pergunta que vem em seguida é: “o que eu ganho fazendo um processo de coaching?”. Bem, essa é uma resposta composta de diversos fatores.

O primeiro passo de todo processo de coaching é mapear o estado atual, o ponto de partida para a mudança. Nesta etapa, o coachee consegue assimilar com mais precisão e de maneira ordenada como está sua vida hoje, e perceber eventuais pontos críticos nos quais deseja progresso. Neste estágio ganhamos “self-awareness” (autoconsciência); começamos a nos aprofundar no campo dos nossos valores pessoais, nossa visão de vida, nossas motivações, entre outros ganhos.

O próximo passo é projetar o estado desejado: o coachee se concentrará na visualização do que realmente quer para si. É nesta fase que ele irá definir o destino da mudança, focado em futuras possibilidades, sonhos, vocações e visão de vida. Neste estágio ganhamos consciência dos nossos objetivos para o futuro, alinhando-os com nosso propósito de vida, o que, em consequência, nos trará realização pessoal.

Construção do plano de ação: nesta fase do processo será trabalhado um caminho viável para a saída do estado atual e chegada ao estágio desejado. Este caminho é desenhado pelo coachee, considerando recursos e estratégias pessoais que viabilizarão a mudança. Nessa etapa, busca-se estabelecer o caminho da mudança de forma concreta. Esse caminho é desenhado pelo próprio coachee.

Finalmente, vamos à execução do plano. Talvez essa seja a parte que exigirá maior resiliência do coachee, pois o trabalho envolve, sobretudo, mudanças de comportamento e desenvolvimento de novos hábitos e habilidades.

Nesta última parte, que é a execução, podemos fazer uma comparação com o “personal trainer” ou com o “treinador” (outro significado bastante comum nos países anglo-saxões da palavra coach). Estes profissionais “ajudam” seus clientes a treinarem para um esporte, ou para competir.

Se trouxermos esta figura para nossa vida pessoal e profissional, o coach é um profissional que nos ajuda a atingirmos nossos objetivos, tanto pessoais quanto profissionais. Tal qual o “atleta” que está sendo treinado por seu personal trainer, quem “treina” é o cliente e não o treinador. Quem vive as provas é o cliente e não o treinador. O treinador (coach) apenas facilita que o “atleta” (coachee) aprenda a identificar em si mesmo os seus talentos, e que, ao identificá-los, trilhe com serenidade e dedicação o melhor caminho para a realização de seus sonhos e objetivos de vida e de carreira.

O processo de coaching é realizado em um ambiente de confiança mútua e de ética médica (sigilo). Não existem julgamentos, nada é bom ou ruim: apenas é! Este tipo de relacionamento é a chave para a criação de um ambiente propício ao crescimento.

O que ganho com o coaching? Um crescimento pessoal e profissional que permite acelerar a realização de meus sonhos e do meu estado desejado.